O que eu já aprendi em Portugal
Muitas opiniões eu escuto de brasileiros que estiveram na “terrinha“. Primeiro queria separar os turistas dos que passaram mais tempo, e assim conseguiram viver o país.
Para os primeiros TUDO TEM QUE DAR CERTO. E com razão pois são férias, o gasto foi suado para a maioria e a paciência para as dificuldades é muito pequena. Sob esta ótica o pais capenga um pouco. A reatividade dos locais existe, mas turista é turista: tudo é presente e seguir regras não é o forte. Existe uma animosidade que piora com a quantidade de brasileiros que entram na Europa pelo país.
No entanto viver em Portugal é outra coisa. As facilidades existem com estradas excelentes, transporte adequado, cultura presente e, principalmente, segurança. Crime só passional ou “ladrãozinho de galinha“. Regras básicas: nunca entre em um local sem fazer uma saudação, faça questão de mostrar que somos todos iguais, tente falar mais lentamente porque existem “duas línguas”.
O apoio à educação é interessante e abrangente. A saúde tem sistema de referência e contra-referência muito bom. A medicina privada acompanha o progresso.
As dificuldades aparecem por culpa da relação das moedas. É perverso pensar em real e gastar em euro. Mas isso não é culpa dos portugueses.
Não posso negar que meu cantinho na roça de Teresópolis ainda tem minha predileção, mas viver em Portugal não seria um problema. Depois de 11 anos na ponte aérea para matar as saudades de minhas “mulheres” admito que é uma boa idéia. Quero deixar fixado que viver em Portugal é muito bom. Basta entender os costumes e a história do país. Recomendo.
Mas o que mais me impactou e me fez voltar ao passado do CAP, é ver minha neta mais velha dando seus passos no aprender, também em escola pública, também com miscigenação de culturas, com qualidade e capacitação para enfrentar o seu futuro. Não foi assim conosco? Será que a maioria de nós leva o início da “melhor idade“ com estes valores presentes?
Eu penso que sim!
Marcus Vasconcelos
23/12/2024